Putz! Plantão Unificado de Tecnologia e Zoeira

Guitarra que afina sozinha ;)

4268_img6-g.r

Antes de falarmos sobre os incríveis recursos desse instrumento, vamos dar uma olhada em seus aspectos gerais. À primeira vista, a Robot parece uma Les Paul convencional – apesar de seu acabamento em dégradé azul/prata e da escala de ébano. Abaixo da pintura, há um corpo de mogno com câmaras que contribui para o peso bastante conveniente de 3,8 kg. A guitarra do teste chegou com uma regulagem incrível, equipada com cordas .010 e ação médio-baixa que nos leva a tocar alto e forte. Os trastes são suaves e muito confortáveis.gibson_robot_guitar_tech

Plugada, ela apresenta o som de uma Les Paul, ou seja, fantástico. Não há nenhuma surpresa até aqui: a guitarra possui sonoridade grandiosa e clara em qualquer amplificador. Timbres limpos são cheios e ricos e os distorcidos possuem o ataque e o punch que se espera de uma Les Paul. Gostei especialmente da maneira como os captadores se balanceiam, com o da ponte sendo um pouco mais atraente para solos.

Uma inspeção mais precisa mostra que essa guitarra não se trata da Les Paul de seu avô. A principal indicação são as tarraxas de liga de metal.gibson-robot-guitar-lg11

ESPECIFICAÇÕES
• Nut de 1 11/16”
• Braço de mogno com shape das Gibson dos anos 50
• Escala de 24¾”
• 22 trastes jumbo médio
• Corpo (com câmaras) de mogno; top de maple
• Captadores: Gibson 498T Alnico V (ponte) e 490R Alnico II (braço)
• Dois controles de volume, dois botões de tonalidade (potenciômetro push/pull no controle de tonalidade do pickup da ponte aciona o sistema Tronical de afinação); seletor de pickups de três posições
• Ponte do tipo Tune-o-matic com saddles piezo individuais que transmitem a informação de afinação
• Tarraxas Powerhead de liga de metal com acabamento acetinado; motores acoplados.
• Encordoamento de fábrica: Gibson .010-.048
• Peso: 3,8 kg

Fonte: Revista Guitar Player

Vitor Macgyver diz: Bom, convenhamos que ficar afinando o instrumento é uma coisa as vezes muito chata, mas, sei lá… Onde isso vai parar em? (hehehe) Como se os afinadores digitais não fossem uma “afronta” a afinar de ouvido, agora uma guitarra se auto-afina, vamos esperar pois, eu não duvido nada que logo logo vão fazer uma guitarra que troca as cordas por conta propria, que auto-regula sua ponte e por que não tocar sozinha né? Ninguem mais vai ter de perder tempo aprendendo LOL!! (zoeira galera) De fato é uma invenção um tanto quanto audaciosa e talvez “revolucionária”, Parabéns a Gibson pelo feito. É isso ai!!

Anúncios

11/08/2009 Posted by | Música, Tecnologia | 1 Comentário

Albuns Para Escutar de Cabo a Rabo #1

Hello, Cosmic Brothers!

Estou começando hoje esta nova série, a “Albuns para se escutar de cabo a rabo”, dedicada a aqueles discos que não tem jeito. Você tem que escutar da primeira a última faixa, e todas tem uma qualidade acima do normal!

Para começar, o álbum escolhido é o Lights and Sounds, da banda americana de punk rock Yellowcard!

lights-and-sounds

Antes, de falarmos sobre o álbum em si, um pouco de história. O Yellowcard é uma banda de Jacksonville, na flórida, que iniciou suas atividades em 1997. Quando ela começou a aparecer na mídia, em 2003, ela já era no mínimo interessante: o som era bem pop-punk, que estava muito em voga na época. Mas em meio a tantas coisas ruins, o Yellowcard já tinha lá os seus diferenciais. Pra começar, Longineu Parsons III (que nome de aristocrata…), o baterista, era conhecido na cena musical de sua região por ser baterista de algumas bandas de jazz (e abre aspas, o cara é um ótimo baterista…). Além disso, Sean Mackin, subia ao palco portando seu violino. Isso mesmo, você não leu errado, um VIOLINO, que fazia as vezes de uma terceira guitarra. Por mais estranha e improvável que possa parecer essa combinação de pop-punk+baterista de jazz+violinista até que dava certo. Esse foi o mote do álbum Ocean Avenue, de 2003. Mas ainda assim, o Yellowcard tinha tudo pra arrebanhar alguns fãs, que os seguiriam cegamente seja lá por onde fossem, e sumisse da mídia e dos grandes shows, se mantendo semi-viva, assim como ocorreu com várias bandas dessa época.

Mas, eis que em 2006, a banda lança esse álbum, que os levou a outro nível, o já citado Lights and Sounds!

O Lights and sounds levou a banda a outro nível, como já disse, pois fugiu do pop-punk alegrinho do álbum anterior, que os tornou relativamente conhecidos. Nesse álbum, eles mostraram quem eram de verdade. O álbum é bem mais denso, mais pesado, com uma atmosfera mais “pra baixo”, se é que se pode dizer assim. As guitarras estão mais encorpadas, o violino deixou de atuar como uma terceira guitarra, e entrou com harmonias belíssimas, e o nosso amigo batera de jazz, tá tocando mais do que nunca.

O álbum abre com “Three Flights Up”, uma pequena introdução instrumental, com piano e violino, que vai aumentando, aumentando, até cair no riff da próxima música, a ótima “Lights and Sounds” (que virou single, e foi o carro-chefe das vendas do álbum), que é mais agitada, lembrando algumas coisas do álbum anterior, mas bem mais sombrio. Todas as músicas são ótimas, e vão levando o cd muito bem, de forma que você realmente escuta ele de cabo a rabo. Vale destacar algumas músicas, como “City of Devils”, que mostra porque o violino é indispensável no Yellowcard. “Two weeks for twenty” é a menos boa, mas ainda assim não é nada que atrapalhe o brilho deste álbum. “Words, Hands, Hearts” tem a melodia e a letra mais bonitas do álbum, e “How I Go” é lindíssima, com uma orquestração muito bacana, e com a participação da mocinha do Dixie Chicks (que agora esqueci o nome… perdão mocinha do dixie chicks…), que tem uma bela voz! Para finalizar, o álbum fecha com “Holly Wood Died”, que é uma ótima música, e no fim dela, você vai percebendo o riff de “Three Filghts Up” que abriu o álbum, aumentando vagarosamente, até o álbum terminar como começou… com o piano e o violino, que fecham maravilhosamente bem esta obra-prima!

Faixas:
(O álbum é para escutar do início ao fim, mas para os preguiçosos, ou os que só querem conhecer mais, as melhores músicas estão em negrito)

  1. “Three Flights Up” (Key, Mosely, Mackin) – 1:23
  2. “Lights and Sounds” – 3:28
  3. Down on My Head” (Key, Mosely) – 3:32
  4. “Sure Thing Falling” – 3:42
  5. City of Devils” – 4:23
  6. “Rough Landing, Holly” – 3:33
  7. “Two Weeks from Twenty” (Key, Mosely) – 4:18
  8. “Waiting Game” – 4:15
  9. “Martin Sheen or JFK” – 3:47
  10. “Space Travel” (Key, Mosely) – 3:47
  11. “Grey” – 3:00
  12. Words, Hands, Hearts” – 4:24
  13. “How I Go” (Key, Mosely) – 4:32
  14. “Holly Wood Died” – 4:39

Ah, e para fechar, segue o link no youtube do clipe de “Rough Landing, Holly”, que é muitíssimo bem feito: http://www.youtube.com/watch?v=6DRh1EyvPHw

E galera, não se esqueçam de comentar, e aguardem mais posts desta série e de outras em breve!

07/08/2009 Posted by | Música | 3 Comentários

Guitarra USB

Quem é guitarrista provavelmente já sofreu tentando plugar o instrumento direto à entrada de som do PC ou Mac para gravar riffs e solos. Enquanto as guitarras USB não se tornam padrão da indústria, já é possível deixar os pedais na mochila e transformar o micro em uma verdadeira pedaleira, com efeitos como distorção, noise gate, reverb e delay.

O responsável pela façanha é o JamLab, da M-Audio, espécie de placa de som externa que capta o som da guitarra e leva-o direto a programas de gravação como Pro Tools ou Sound Forge, ou seqüenciadores MIDI como o Cubase.

guitar1

A instalação é simples, basta seguir o assistente que vem no CD do JamLab e pronto. O equipamento, menor e mais leve que os clássicos pedais de guitarra, tem uma entrada para o instrumento e uma saída para fones de ouvido. Inclusive, esta é uma confusão que pode acontecer nas primeiras vezes que você o usa: quando plugado à porta USB, o JamLab “rouba” o som de sua placa de som, e suas caixinhas precisarão ser conectadas à saída de som do aparelho.

Além da instalação dos drivers, o CD também vem com o programa GT Player Express, que transforma o PC em pedaleira —a versão que acompanha o JamLab, limitada, só tem efeitos de equalização, chorus, noise gate e reverb, além da distorção. O soft também permite fazer combinações com loops de bateria, variações de timbres e efeitos de pedais, além de fazer playback de músicas para você solar. Dá para tocar virtualmente junto com a banda que mais gosta ou em cima de bases feitas anteriormente, por ele, ou por terceiros.

E este é realmente o grande barato do aparelho. Conte com ele como um “assistente de ensaio” —nos testes do UOL Tecnologia, apesar de o JamLab eliminar boa parte da latência na gravação de áudio em softs como o Cubase, seu companheiro GT Player Express não substitui aquele seu velho pedal de distorção analógica da Boss, seu Pod ou mesmo sua pedaleira da Zoom. Todos têm efeitos mais convincentes e encorpados, ainda mais os que simulam amplificadores.

Para funcionar em PCs, o JamLab exige no mínimo Windows XP, processador Pentium 3 ou equivalente e 256 MB de memória RAM. No Mac, exige Mac OS X, processador G4 e 256 MB de RAM, no mínimo. O aparelho custa R$ 251 e está disponível nas principais lojas de música do país. Mais informações em www.quanta.com.br.

Fonte: Uol Tecnologia

07/08/2009 Posted by | Música, Tecnologia | 2 Comentários